Efeito placebo: expectativa x realidade

Imaginem essa situação, um paciente entra em uma clínica, ingênuo aos benefícios e tratamentos incríveis que ouviu dizer. O fisioterapeuta, por sua vez, dá continuidade nos devaneios de seu novo paciente falando da dos resultados verdadeiramente notável da terapia. Informando-os sobre a ressonância única que as suas mãos ao esfregar na pele, dos inúmeros efeitos neurofisiológicos. Acrescenta histórias de sucesso que outras pessoas tiveram com o tratamento. Esse paciente pode realmente deixar a clínica se sentindo um pouco melhor mais será que ele vai voltar para outra sessão de massagem terapêutica?

Jogo de cintura

Agora, diga que ele entre em sua clínica e como um fisioterapeuta bem informado, você sabe que o massagem terapêutica não tem base na nossa compreensão atual da fisiologia e carece de evidências clínicas para sustentar sua eficácia. Mas este paciente realmente espera que suas mãos o ajude. Essa expectativa faz de repente vira uma opção de tratamento bem fundamentada e viável? Não!

Ao oferecer tratamentos que você pode razoavelmente dizer, não tem benefício além do efeito sobre a expectativa (ou terapia “placebo”). Devemos considerar como o paciente desenvolveu tais expectativas em primeiro lugar. Por que os pacientes escolhem acupuntura ou manipulação ou ultra-som, etc.? Isso parece uma evolução da automedicação não é mesmo? Agora temos que nos preocupar com a autoterapia? Provavelmente eles fazem isso porque cada tratamento tem defensores apaixonados que os promovem. Anunciá-los, espalhar benefícios sobre eles, muitas vezes com uma divulgação na chega a dar mais credibilidade. Então, os tratamentos ajudam porque os pacientes acreditam, mas os pacientes só acreditam porque publicidade propagou essa crença!

Bom relacionamento

Portanto, profissionais da reabilitação, antecipe sobre essa realidade. Nunca tivemos tanta informação, em tantos lugares, de tantos jeitos. A credibilidade dela começa a ser questionável, para quem sabe questionar. Lembrem-se quem não sabe de nada, não duvida de nada. Este tipo de raciocínio que os pacientes estão obtendo só será perpetuado caso você, profissional, alimentar a sua crença.  No entanto, não precisa ser 8 ou 80 não é mesmo, pois afinal de contas saber lidar com isso faz parte e jogo de cintura é fundamental para criar bom relacionamento desde o início.

 

No entanto, esta não é uma sugestão que a literatura explique, sobre o efeito placebo. Geralmente as lições aprendidas com a base na literatura mais ampla no efeito placebo é a aliança terapêutica. Pode ser de vital importância para uma boa prática clínica, mas não tornam útil, nem mesmo, um tratamento ineficaz.

Portanto é fundamental estar sempre a par das novidades, tecnologias, blogs e influencers. Afinal será a sua palavra como profissional que irá definir o tratamento e o seu jogo de cintura para manter um paciente trazendo benefícios com um relacionamento positivo para ambas as partes.

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